Artigo do Mês

Nesta seção do site do NERA disponibilizamos textos críticos e analíticos sobre a questão agrária elaborados por pesquisadores de universidades e centros de pesquisa do Brasil da América Latina e do Mundo. Nosso objetivo é oferecer ao leitor de nosso site a possibilidade de acompanhar o movimento da construção do conhecimento sobre o tema questão agrária analisado a partir de alguns dos eixos que apresentamos logo abaixo:

Agricultura camponesa


Desenvolvimento territorial


Educação do campo das florestas e das águas


Etnodesenvolvimento


Luta pela terra e pela reforma agrária


Questões teóricos metodológicas da geografia agrária hoje


Relação campo cidade

 

ARTIGO DO MÊS - Agosto de 2017

Autor: Valmir José de Oliveira Valério

Título: O movimento dos alimentos no espaço: o caso do município de Tupi Paulista/SP

Resumo: Atualmente a produção, distribuição e o consumo de alimentos encontram-se submetidos ao crivo do capital, tanto a montante, com a imposição de equipamentos e insumos industriais, como a jusante, quando os preços controlados pelo capital comercial e industrial prejudicam produtores e consumidores. O abastecimento alimentar necessita do encontro entre formas diferenciadas do espaço, nas quais rural e urbano expressam complementaridade e interdependência. Entretanto, esse encontro ocorre segundo diferentes formatações, que implicam no envolvimento de mais ou menos sujeitos (atravessadores), com conteúdos mais ou menos alargados em termos de deslocamento dos alimentos no espaço (transporte e armazenagem) e, em consequência, de deterioração/desperdício, preços e acesso das pessoas aos alimentos, principalmente para as famílias de baixa renda. os nossos dias. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Julho de 2017

Autor: Horário Martins de Carvalho

Título: A questão agrária e o campesinato na Revolução Russa de 1917

Resumo: Para se compreender a questão agrária e o campesinato na revolução russa de 1917, levando-se em conta os principais debates da época e as lições políticas que se poderá inferir para o momento atual, será minimamente necessário que se trate de alguns episódios da transição do regime de servidão dos camponeses, iniciado formalmente em 1649, até o período das socializações da terra que se efetuou na Rússia, a partir da revolução popular de 1917. E, depois, alcançar os nossos dias. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Junho de 2017

Autor: Marco Antonio Mitidiero Junior

Título: Violência no campo brasileiro em tempos de golpe

Resumo: O golpe político/parlamentar/jurídico/midiático de 2016 violentou a jovem democracia brasileira. A opção eleitoral de milhões de brasileiros foi sumariamente descartada ao passo que setores da elite nacional e do capital internacional arquitetaram a tomada do poder pelo viés de um golpe parlamentar alicerçado nas duas casas legislativas: Câmara e Senado. Deputados e senadores da legislatura 2014-2018, os quais formam o congresso mais conservador desde o golpe militar de 1964, sem temor e com retumbante tranquilidade, imputaram à presidente da República, Dilma Rousseff, um crime de responsabilidade que ela não cometeu, pelo menos na forma da acusação e de suas consequências. Como típico de um golpe, ele foi acompanhado da violência da mentira, da covardia, da difamação, do lobby, da corrupção, etc.; porém, a despeito das várias dimensões que o conceito de violência pode significar, o sentido mais concreto do conceito, que é a violência contra a vida, parece ter ganhado liberdade para acontecer, sobretudo no campo brasileiro diante da conjuntura de usurpação da democracia. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Maio de 2017

Autor: Fábio Ferreira Santos

Título: A questão agrária em pauta: a luta pela terra e seus impactos no território do Alto Sertão Sergipano

Resumo: A construção do conhecimento respalda na maneira de adentrarmos no campo da ciência a fim de desvelar as contradições presentes num determinado objeto de pesquisa. Nesse sentido, analisar a luta pela terra e seus impactos no território do alto sertão sergipano requer uma leitura consistente sobre a produção do espaço agrário em questãoNesse âmbito, percebemos que é necessário entender os conflitos e resistências camponesas nesse território, para que as contradições possam ser desveladas e o entendimento sobre a luta pela terra seja compreendido em sua totalidade. Assim, compreender o território do alto sertão sergipano é, sem dúvida, buscar descortinar o processo de formação e ocupação do espaço agrário sergipano. Nesse bojo, o processo fundiário torna-se essencial para entendermos os conflitos e resistências do campesinato e, principalmente, para que possamos explicar os impactos socioterritoriais da luta pela terra. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Abril de 2017

Autor: Lorena Izá Pereira

Título: Liberação na aquisição de imóveis rurais por estrangeiros no Brasil e o controle das terras

Resumo: A partir de 2007/2008 se intensificou em escala global uma corrida por terras, também chamada pelos acadêmicos de land grabbing, acaparamiento de tierras, controle de terras e estrangeirização da terra. Com o avanço deste processo, consequentemente surgiu uma corrida acadêmica sobre o mesmo, o que Sauer e Borras Jr. (2016) intitulam de ‘corrida mundial na produção acadêmica’. As primeiras pesquisas, na fase que Edelman, Oya e Borras Jr. (2013) identificaram como fase ‘making sense’, ou seja, a fase do ‘fazendo sentido’, em um tradução livre, apontavam que países ditos desenvolvidos adquiriam terras em países ditos em desenvolvimento ou subdesenvolvidos com o intuito de garantir sua segurança alimentar. Atualmente isso já não faz sentido, porque a corrida mundial por terras foge da lógica “Norte, rico e apropriador” e “Sul, pobre e apropriado”. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Março de 2017

Autor: José Ribamar Gomes de Sousa

Título: Nas linhas do território: entre o paradigma da questão agrária e do capitalismo agrário - a inserção do PAA como mecanismo articulador do território na construção da territorialidade camponesa

Resumo: Dentro de uma perspectiva contemporânea estruturante tomando como base o processo histórico de articulação agrária nacional, a dinâmica de modificação dos moldes sociais, econômicos, agrários e territoriais passa a ser regida mediante uma articulação entre as múltiplas esferas que põem em evidência as relações econômicas como formas de articulação a partir de jogos de interesses comandados pelo domínio das grandes produtoras integradas com finalidades distintas de ter-se uma demanda territorial e econômica dominante de mercado. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Fevereiro de 2017

Autor: Ana Paula Lopes de Souza Correia

Título: O desenvolvimento do capitalismo no meio rural e suas consequências para o campesinato

Resumo: O objetivo desse texto é fazer uma exposição acerca das principais ideias do pensamento teórico voltado à questão agrária, e mais especificamente ao campesinato, a partir de autores que procuraram compreender as especificidades da sociedade agrária e as consequências vivenciadas no campo, decorrentes do desenvolvimento do capitalismo no meio rural. A literatura acerca do tema é bastante vasta e permite uma apreensão das particularidades do campesinato e diferentes interpretações da realidade. Essa reflexão será feita a partir do debate paradigmático, no tocante ao desenvolvimento da agricultura no capitalismo, considerando as ideias do paradigma da questão agrária e do paradigma do capitalismo agrário. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Janeiro de 2017

Autor: Nayane Ruth M. de Figueiredo

Título: Análise dos efeitos do programa nacional de alimentação escolar sobre o território da agricultura camponesa na Paraíba

Resumo: A agricultura familiar gera mais de 80% da ocupação no setor rural e responde no Brasil por sete de cada 10 empregos no campo e por cerca de 40% da produção agrícola. Atualmente, a maior parte dos alimentos que abastecem a mesa dos brasileiros vem das pequenas propriedades. A agricultura familiar favorece o emprego de práticas produtivas ecologicamente mais equilibradas, como a diversificação de cultivos, o menor uso de insumos industriais e a preservação do patrimônio genético (CONAB, 2015). [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS -Dezembro de 2016

Autor: Maria Clyvia Martins dos Santos

Título: Espaço e território: breves considerações

Resumo: Este trabalho apresenta uma breve discussão das categorias espaço e território, conceitos chaves da ciência geográfica e que comumente são confundidos. Nos trabalhos acadêmicos é comum encontrar uma confusão na utilização dos conceitos dessas duas categorias, muitas vezes apontados como sinônimos. A compreensão dos conceitos e categorias presentes em um trabalho científico são de fundamental importância. O conceito é uma referência direta ao objeto, é como um símbolo que o representa, é assim, uma definição do objeto. Dessa forma é imprescindível a existência de conceitos bem definidos. Os conceitos utilizados esclarecem o tema e possibilitam o desenvolvimento de uma redação bem elaborada. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Novembro de 2016

Autor: Maria Messias F. Lima

Título: Crítica a economia política do desenvolvimento territorial rural

Resumo: As mudanças no campo decorrentes da expansão do capital fizeram emergir, nos anos 2000, principalmente nos discursos dos teóricos do capitalismo agrário a concepção do Desenvolvimento Territorial Rural - DTR. Dessa forma o rural perpassa o setorial e expande a natureza das relações capitalistas através da abordagem territorial. Esse conceito só pode ser compreendido através da lógica da acumulação capitalista que necessita de novos mercados e novas áreas para sua exploração como uma condição necessária para a reprodução ampliada do capital. Entretanto o próprio capital encontra limites para sua realização, revelando as contradições do próprio sistema. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Outubro de 2016

Autor: Claudemir Martins Cosme

Título: Reforma Agrária no Brasil no século XXI: qual reforma agrária?

Resumo: O ano é 2016 e já se passou mais de meio século do início do debate efetivo acerca da reforma agrária no Brasil, tomando como marco as discussões e propostas no bojo da elaboração da Constituição Federal de 1946 e as lutas das Ligas Camponesas por uma reforma agrária verdadeiramente camponesa, entre meados da década 1940 e os anos 1960. Nesse período de mais de 50 anos, diversas leis e planos foram construídos, a exemplo do Estatuto da terra de
1964, I Plano Nacional de Reforma Agrária de 1985, Constituição de 1988, Lei Agrária de 1993 e do II Plano Nacional de Reforma Agrária, em 2003. Entretanto, a história e a realidade do campo brasileiro do século XXI não deixam dúvidas: foram leis e planos que não saíram do papel. Ao contrário, historicamente o Estado, nos distintos períodos e através dos diferentes governos, optou pelo modelo agrário/agrícola latifundista, hoje transmutado de agronegócio, em detrimento do campesinato. Opção que se concretizou, consequentemente na execução continuada de uma contrarreforma agrária no país. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Setembro de 2016

Autor: Maritania Andretta Risso

Título: A possibilidades de construção de resistências usando arte com sementes: apontamentos sobre a experiência do MST

Resumo: O presente artigo aborda o debate da arte com as sementes, buscando relacionar aspectos acerca do conceito da arte engajada, desenvolvida por volta dos anos de 1960, no Brasil. A problematização se dá na busca por referências que contribua para a criação de uma identificação para a construção estética das sementes crioulas, desenvolvida em Tepoztlán - México e nas áreas de assentamentos do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Brasil. Neste sentido, busca-se desenvolver um paralelo entre as duas formas de arte, na tentativa de identificar quais seriam as referências históricas em relação à arte das sementes”. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Agosto de 2016

Autor: Marcela Cecília Marín

Título: De lo comunitario como territorio a territorios comunitarios: resistencias a la megaminería en la Cordillera, Meseta y Costa de Chubut, Patagonia Argentina

Resumo: El presente trabajo se desprende del cursado de Teoría de los Territorios y de la Cuestión Agraria, dictado por el Prof. Dr. Bernardo MançanoFernandes, (UNESP-PP, Brasil), desde abril hasta agosto de 2015. Durante el cursado de la asignatura y en cada uno de los coloquios en los que participamos hemos intentado proponer una reflexión a partir de preguntas que se desprenden de nuestro proceso de investigación, en el marco del Doctorado en Letras en curso (UNC, Argentina). Desde una perspectiva sociodiscursiva y bio(tánato)política, nos focalizamos en el avance del modelo megaminero en la cordillera, meseta y costa de la provincia de Chubut. Indagamos sentidos en disputa atribuidos a rozamientos, cruzamientos, toques, modos de hacer lazo entre intervenciones comunitarias e intervenciones territoriales, en el marco de una asimétrica conflictividad social por el avance de este modelo extractivo en la provincia. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Julho de 2016

Autor: Francilane Eulália de Souza, Gisele Leite Bibiano, Tainara Alves de Jesus Abe, Daniela Lopes Rocha e Cássia Betânia Rodrigues dos Santos

Título: Panorama do fechamento de escolas no campo do estado de Goiás de 2007 a 2015

Resumo: A escola é um dos instrumentos de existência do campesinato, visto que ela, como instituição social, reflete, dentre outros, os valores, os anseios e as perspectivas da sociedade que detém o poder. Em vista disso, ela não é um aparelho neutro, cuja intencionalidade seja inexistente. Muito pelo contrário, é um instrumento político. É também no espaço escolar que se preparam indivíduos para a sociedade. Nessa circunstância, a educação pode tornar-se importante meio de controle social. Concordamos com Gutiérrez (1988) quando argumenta que “desde os professores até o desenvolvimento curricular, desde a seleção de livros de texto até as metodologias utilizadas, toda a prática pedagógica, enfim, está impregnada e saturada da ideologia dominante”. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Junho de 2016

Autor: Fernanda Aparecida Matheus

Título: A questão agrária e a luta pela reforma agrária no Paraguai

Resumo: A estrutura fundiária na América Latina se constituiu historicamente baseada na concentração das terras pelo latifúndio, expropriando uma grande massa de camponeses e indígenas do direito a terra, submetendo-os a situação de pobreza e miséria. Berlanga e Bórquez (2014) analisam a estrutura fundiária do território latino-americano, na atualidade, destacando que a concentração das terras nesta região é o mais alto entre os cinco continentes, apresentando um índice de Gini de 0,81%. Os autores fazem a caracterização a partir dos seguintes dados: os produtores com menos de 10 hectares (ha), representam 70,78% e possuem 4,31% da superfície, com uma média de 2,65 ha; os produtores entre 10 e menos de 100 ha são 24,08% e ocupam 13,53% da superfície, com média de 24,43 ha; os produtores com 100 e menos de 1.000 ha são 4,40% e possuem 29,20% da superfície, com média de 288,45 ha e os que têm 1.000 ha ou mais representam 0,73% e são donos de 52,96% da superfície, com média de 3.150 ha. Neste último grupo há produtores com áreas iguais ou superiores a 20.000 ha. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Maio de 2016

Autor: Eloísa A. Cerino Rosa Lima

Título: Territórios paradigmáticos: breve análise para compreensão das propostas do Paradigma da Questão Agrária (PQA) e Paradigma do Capitalismo Agrário (PCA)

Resumo: O presente trabalho tem por objetivo fazer uma breve discussão sobre o que se entende por “paradigmas”, para compreender e registrar as teorias defendidas pelos paradigmas do capitalismo agrário (PCA) e da questão agrária (PQA). Do ponto de vista metodológico optamos por uma revisão bibliográfica de três autores contemporâneos: Campos e Fernandes (2013) e Felício (2011; 2014), que abarcam alguns dos principais autores que discutem tais pressupostos. A discussão se dará a partir da proposta elaborada por Thomas Samuel Kuhn, em 1962, afirmando que o conceito de paradigma é utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento, sendo amplamente empregado e suscetível a múltiplas interpretações e leituras. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Abril de 2016

Autor: Horácio Martins de Carvalho

Título: Camponeses e a necessária busca do tempo perdido

Resumo: Os camponeses no Brasil têm vivenciado um processo histórico que tem sido marcado pela sua continua subalternidade aos interesses das classes dominantes, sejam aqueles do período imperial que outrora se caracterizou pelo exercício do poder patrimonial das minorias durante o regime de sesmarias, sejam os outros interesses da classe dominante no âmbito da democracia burguesa pelo poder que as diversas frações da burguesia nacional e estrangeira exercem. São poderes de classe - os de outrora e os atuais, que lhes facilita a exploração dos camponeses do país. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Março de 2016

Autor: Rogério Rego Miranda e Marcos Alexandre Pimental da Silva

Título: Das agroestratégias aos eixos territoriais do agronegócio no estado do Pará

Resumo: A Amazônia apresenta em sua paisagem indícios de mudanças substanciais face ao processo de inserção internacional de empresas ligadas ao agronegócio. Nesse contexto, como já advertira Almeida (2010), são elaboradas verdadeiras agroestratégias, “acionadas pelos interesses vinculados aos agronegócios, com o fim de expandir seu domínio sobre amplas extensões de terras no Brasil” (ALMEIDA, 2010, p.101), principalmente por meio da intensificação de “(...) medidas que objetivam remover obstáculos jurídico-formais e político-administrativos, que reservam áreas para fins de preservação ambiental ou para atender a reivindicações de povos e comunidades tradicionais” (ALMEIDA, 2010, p.117), resultando em ondas diversas e heterogê neas de desterritorialização na Amazônia. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Fevereiro de 2016

Autor: Juan Gabriel Contreras Zapata

Título: Tradición oral, negridad y política de la significación del espacio geográfico en el Pacífico colombiano. Algunos nexos desde las nociones de ideologia y hegemonía

Resumo: La presente disertación está orientada, en términos generales, por la pregunta acerca de las relaciones inmanentes que se tejen entre política, construcción identitaria y espacio geográfico. Para pensar estas relaciones, elegí indagar las formas culturales de la gente negra del Pacífico colombiano, particularmente en sus articulaciones con los registros que conforman su oralidad. Así, en primera instancia, esbozo a grandes rasgos algunas especificidades del Pacífico colombiano, reconociéndolo como un espacio acuático, para luego señalar la importancia que reviste la tradición oral dentro de los procesos de remodelaje constante de la identidad y la memoria colectiva de las poblaciones negras que habitan esta región del país.SP). [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Janeiro de 2016

Autor: Lorena Izá Pereira

Título: Estrangeirização da terra no Paraguai: migração de camponeses e latifundiários brasileiros para o Paraguai

Resumo: Este trabalho é oriundo das primeiras reflexões do projeto de mestrado intitulado “A presença brasileira e argentina na aquisição de terras no Paraguai: impactos e resistências”, em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG), da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UNESP), campus de Presidente Prudente, junto ao Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (NERA) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Dezembro de 2015

Autor: Paulo Adriano Santos da Silva

Título: Território: abordagens e concepções

Resumo: O referido texto é fruto dos debates da disciplina Teoria dos Territórios e da Questão Agrária, ministrada pelo Professor Dr. Bernardo Mançano Fernandes, no Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe. Os debates e provocações gerados no transcurso da disciplina foram essenciais na leitura e no processo de entendimento sobre a teoria dos territórios e no debate paradigmático, refletindo sobre as disputas/conflitos territoriais entre o Campesinato e o Agronegócio, que permeia o velho tema atual da Questão Agrária brasileira. Entretanto, vamos nos ater a discutir apenas as concepções de território e suas
intencionalidades no referido texto. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Novembro de 2015

Autor: Horácio Martins de Carvalho

Título: Lutas sociais do campesinato na contemporaneidade no Brasil

Resumo: O campesinato brasileiro sempre viveu e ainda vive num ambiente de constante conflitualidade social onde a característica fundamental é a tentativa constante dos latifundiários e dos empresários capitalistas no campo de se apropriarem das terras e dos territórios dos camponeses. Não há paz, até porque a lógica expansionista do capital induz os empresários capitalistas à apropriação privada das terras devolutas e das públicas, assim como de todas as demais terras privadas que não estejam direta ou indiretamente sob seu controle político e econômico. Nessas circunstâncias as lutas sociais camponeses fazem parte, ainda que a contragosto, do cotidiano camponês. [leia mais]

 

 

ARTIGO DO MÊS - Outubro de 2015

Autor: Reuel Machado Leite

Título: Territórios (i)materiais e agroecologia

Resumo: Utilizando como recurso a análise de duas teses de doutorado em geografia, o presente artigo busca trazer elementos para debatermos os territórios imateriais formados a partir do pensamento agrário e como estes constituem poderes explicativos sobre a agroecologia por meio da ciência geográfica. Portanto, inicialmente debateremos acerca do que seria paradigma e qual o sentido que o estamos empregando aqui, partindo da reflexão de dois autores seminais neste debate: Fleck e Kuhn. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Setembro de 2015

ARTIGO I
Autor:
Rodolfo de Souza Lima

Título: Resistência e subordinação nos processos de contrarreforma agrária de mercado em Presidente Prudente

Resumo: Este artigo visa evidenciar um território camponês endividado, um território forjado por uma série de mecanismos conduzidos pelo capital e que mantêm o controle sobre ele. Trata-se de um empreendimento do Banco da Terra, localizado em Presidente Prudente-SP que abarca 41 famílias. Temos em vista promover a crítica a este modelo mercadológico, a partir do movimento do real, ou seja, a partir da precariedade da famílias seja do ponto de vista material ou imaterial, dos conflitos e da exploração, valorizando as formas de resistência empregadas por estes camponeses, pois são fundamentais na luta contra o capital. [leia mais]

 

ARTIGO II
Autor:
Valmir José de Oliveira Valério

Título: Mercados institucionais como alternativa para o fortalecimento dos mercados locais de alimentos: o caso do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no município de Tupi Paulista-SP

Resumo: O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) constitui um importante elemento de dinamização e fortalecimento da produção alimentar na escala local. Instituído pelo artigo 19 da Lei 10.696, de 2 de julho de 2003 e regulamentado pelo Decreto nº 4.772, de 2 de julho de 2003, alterado posteriormente pelo Decreto nº 5.873, de 15 de agosto de 2006, o Programa é atualizado ainda por diversos outros Decretos[1] (MDS, 2014). O PAA busca promover o acesso aos alimentos para as populações consideradas em situação de insegurança alimentar e nutricional, além de proporcionar a inclusão social e econômica por meio do fortalecimento da agricultura familiar. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS, 2014), o Programa contribui também para a formação de estoques estratégicos e abastecimento do mercado institucional de alimentos, no qual são contempladas as compras governamentais de alimentos. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Agosto de 2015

Autor: José Martín Bageneta

Título: Territorio, agronegocio y cooperativas: el caso de la Union Agricola Avellaneda (Santa Fe, Argentina), 1990-2010

Resumo: El objetivo de este trabajo es describir y analizar las representaciones y acciones de la cooperativa Unión Agrícola Avellaneda (UAA) - Santa Fe, nordeste argentino -, ante el modelo socio-productivo del agronegocio, que tuvo su inserción y auge en la región del Gran Chaco Argentino (GChA) desde fines de 1990 hasta la actualidad. Se considera al agronegocio bajo una doble faz complementaria: a) modelo agrario dominante (y que por lo tanto construye un determinado territorio material); b) como productor y reproductor de un discurso legitimante (territorio inmaterial). [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Julho de 2015

Autor: Juan Sebastian Bobadilla Molina

Título: El debate paradigmatico y la economia campesina en Colombia

Resumo: El análisis de la cuestión agraria pasa fundamentalmente por entender 1. Los conflictos y tensiones por los usos, formas de tenencia y posesión de la tierra; y 2. Las formas como una sociedad organiza la producción y el trabajo para reproducir su existencia. Un estudio certero sobre la cuestión agraria debe partir de comprender las formas dominantes de organización de la producción y el trabajo en el campo, así como comprender las formas de organización alternas, que se reproducen en un contexto de dominación, pero que mantienen sus lógicas propias de funcionamiento. La economía campesina aparece como campo privilegiado de análisis sobre la cuestión agraria, pues a partir de allí se denotan la confrontación entre lógicas, formas de organización del trabajo, tecnologías y consecuentemente, modelos de desarrollo en el campo. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Junho de 2015

Autor: Felippe Pessoa de Melo e Rosemeri Melo de Souza

Título: Reterritorialização do espaço agrário pernambucano, a partir de políticas públicas governamentais em Garanhuns-PE: erradicação do café e implantação da bacia leiteira

Resumo: O presente artigo é fruto de reflexões realizadas na disciplina Seminários de Temas Específicos, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia/PPGEO da Universidade Federal de Sergipe/UFS, ministrada pelo professor visitante Dr. Bernardo Mançano Fernandes. No transcorrer da disciplina, o docente apresentou e debateu uma nova proposta de classificação territorial, a tipologia do território, com três ordens de classificação. A primeira, ou o primeiro território, representa o espaço de governança; o segundo, a propriedade, mesmo havendo disputas; o terceiro caracteriza-se pela fluidez, sentido do fluxo no transcorrer do tempo. A tríade conceitual supracitada, pode apresentar-se de forma material ou imaterial. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Maio de 2015

Autor: Laiany Rose Souza Santos e Josefa de Lisboa Santos

Título: A Soberania Alimentar: construção política desde a organização das mulheres camponesas

Resumo: Este artigo é fruto de um pensamento construído de forma coletiva, em meio principalmente aos debates na disciplina “Tópicos Especiais em Estudos Agrários: Teorias dos territórios e da questão agrária”, ministrada pelo professor Bernardo Mançano Fernandes, no Núcleo de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe, no primeiro semestre de 2014.
Mediante os debates e leituras, alguns tópicos de estudo ficaram em evidência surgindo questionamentos sobre método, metodologia, teorias do território e Soberania Alimentar como um território, portanto, a intenção desse artigo é apresentar a importância da organização das mulheres camponesas na construção do território agroecológico, como espaço de poder, do exercício da autonomia e de mudanças sociais significativas, para a construção da Soberania Alimentar
conceitos. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Abril de 2015

Autor: Jecson Girão Lopes

Título: Entrando e saindo do território: o território como práxis humana, notas para discussão

Resumo: Já está mais do que estabelecido, pelo menos é o que vislumbramos no curso da ciência geográfica atual, quer seja por relação de poder, legitimidade, por conflitividade, desenvolvimento histórico, ou em última instância por consenso, que os principais conceitos de análises da Geografia são: espaço, paisagem, região, lugar e território. Estes cinco conceitos figuram como lastros conceituais da ciência aqui em questão, ao ponto de alguns chegarem a dizer, que necessariamente, um desses conceitos devam figurar em qualquer que seja a pesquisa geográfica, sob pena de se negar o caráter geográfico de tal pesquisa, caso não se aprecie um dos tais conceitos. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Março de 2015

ARTIGO I
Autor:
Genivânia Maria da Silva

Título: As transformações no campo brasileiro: modernização da agricultura e desenvolvimento territorial rural

Resumo: Como resultado do desenvolvimento da tecnificação e do avanço do processo ávido do capitalismo no campo, há desde as últimas décadas do século XX, o fomento e estímulo de várias pesquisas acadêmicas pretendendo analisar as transformações nas relações de produção e de trabalho no campo brasileiro, bem como, a difusão do discurso de desenvolvimento territorial rural. O estudo geográfico do território permite entender relações de poder, conflitos sociais e lutas de classe pelo controle dos espaços de reprodução, denotando as configurações do espaço agrário via movimento dos camponeses e latifundiários. [leia mais]

 

ARTIGO II
Autor:
Ingrid Michelle Coelho Sampaio Félix

Título: O campo em questão: o debate a cerca dos paradigmas agrários a partir do entendimento de território

Resumo: O trabalho realizado tem por objetivo um debate teórico em torno do que se entende por território, para entender os paradigmas da questão agrária e do capitalismo agrário. Entender os tipos de territórios e as disputas territoriais é fundamentalmente importante para a construção deste ensaio. Este trabalho parte de observações e leituras realizadas sobre as territorialidades destacadas por Bernardo Mançano Fernandes, que se formam a partir dos processos de lutas, nesse caso lutas pela constituição de outros territórios, territórios campesinos. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Fevereiro de 2015

Autor: Leandro Nieves Ribeiro

Título: Os territórios, a Via Campesina no Brasil e o conceito de movimento socioterritorial

Resumo: Neste artigo buscamos relacionar o conteúdo apreendido na disciplina "Teoria dos territórios e da questão agrária" e o tema de pesquisa relacionado a Via Campesina. Dessa forma, centramos nossa analise em relação ao conceito de movimentos socioterritoriais buscando verificar a validade deste conceito frente aos movimentos articulados da Via Campesina no Brasil. A relevância dessa escolha deve-se a três inquietações frente ao conceito de movimento socioterritorial: primeiro, pelo diferencial da Via Campesina em constituir-se como um movimento articulador de outros movimentos camponeses, segundo, pela escala (internacional) de luta do movimento e, terceiro, pelo projeto contra-hegemônico que o movimento busca construir. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Janeiro de 2015

Autor: Ana Lúcia Teixeira

Título: Território da vida camponesa: assentamento Nova Conquista-SP

Resumo: As discussões apresentadas neste artigo têm por objetivo subsidiar a pesquisa sobre o campesinato no assentamento Nova Conquista, localizado em Rancharia/SP. Conduziremos nossas reflexões na tentativa de construir a partir de Raffestin, Saquet e Fernandes uma abordagem do conceito de território, que nos auxilie no momento de analisar o arranjo territorial do assentamento em diferentes escalas e dimensões, buscando atingir as primeiras necessidades do projeto: “geografia da vida camponesa” apresentado ao programa de pós graduação em geografia da FCT/UNESP. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Dezembro de 2014

ARTIGO I
Autor:
Hellen Charlot Cristancho Garrido

Título: Territorios campesinos desde abajo, entre las viejas y nuevas disputas, una alternativa: el caso de las Zonas de Reserva Campesina en Colombia

Resumo: Este artículo presenta una serie de reflexiones desarrolladas en el marco de la disciplina “Teoría de los territorios y la cuestión agraria” orientadas a fortalecer el soporte teórico metodológico de la investigación sobre el proceso de constitución y funcionamiento de las zonas de reserva campesina (ZRC) en Colombia. El texto está organizado en tres apartados. Inicialmente, se parte de la conceptualización sobre territorio y las teorías de territórios realizadas por Fernandes (2005; 2008; 2009), Haesbaert (2004; 2007) y Saquet (2007; 2009), para formular que en el caso colombiano existe una conflictiva teorización sobre el territorio, entre quienes han apropiado el denominado “enfoque territorial” o desde arriba, en uma alusión a las políticas públicas soportadas en ese enfoque, y las construcciones sobre território que en los últimos años aparecen como bandera de lucha de algunos movimientos sociales em el país y específicamente del movimiento campesino que agrupa las ZRC. El segundo apartado, presenta una lectura de la cuestión agraria, entendida como contradicción estructural del capitalismo, cuya novedad para el caso colombiano, son las formas de territorialización del capital, asociadas al desarrollo extractivista; así como las nuevas estrategias de territorialización de la resistencia. Finalmente, se retoma la tipología sobre territorios y el concepto de movimiento socioterritorial planteados por Fernandes (2005; 2008; 2013), para analizar la Asociación de Zonas de Reserva Campesina (ANZORC) como un movimiento socioterritorial. [leia mais]

 

ARTIGO II
Autor:
Marilia Andrade Fontes

Título: Mundialização da luta camponesa: agroecologia e soberania alimentar como território

Resumo: O objetivo desse artigo é realizar um ensaio teórico refletindo as teorias dos territórios a partir da realidade vivida pelos camponeses no Sul de Sergipe, que se organizam em rede de agroecologia “camponês a camponês” e lutam por soberania alimentar. Ao situar a disputa territorial que existe no Sul de Sergipe, busco compreender o que é esse território, como ele é produzido e quais as relações de poder existentes. O desenrolar da questão agrária no Brasil é contraditório e combinado. Portanto avança produzindo relações especificamente capitalistas, e também, contraditoriamente, as relações camponesas de produção à margem dos impérios agroalimentares mundiais como uma resposta de resistência ao impacto da agricultura capitalista controlada pelos monopólios e à globalização econômica. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Novembro de 2014

ARTIGO I
Autor:
Marine Dubos-Raoul

Título: Disputas territoriais na fronteira agrícola do setor sucroenergético na região sul do Mato Grosso do Sul: uma região emblemática da mudança territorial

Resumo: O presente trabalho tem como objetivo entender as repercussões da territorialização do setor sucroenergético em novas regiões e territórios locais que recebem, não sem reagir, o agronegócio canavieiro. Primeiramente, serão discutidas as mudanças paradigmáticas que nos permite entender as evoluções atuais tanto na organização social no campo quanto aos paradigmas que levam o próprio setor sucroenergético à expansão atual. Buscaremos analisar, a partir da abordagem territorial, como se realiza a expansão do setor no território brasileiro e, assim, quais são os tipos de relações no espaço que o agronegócio cria. Por fim, trataremos das disputas territoriais ocorridas na região sul de Mato Grosso do Sul, como consequência do processo de dominação e apropriação do espaço pelo setor sucroenergético e como elemento inerente à construção territorial, ou seja, um bom indicador para analisar a repercussão da implantação do setor nos territórios locais. [leia mais]

 

ARTIGO II
Autor:
Rafael de Melo Monteiro

Título: Por uma abordagem territorial multidimensional: a renda da terra e a cultura como componentes da produção territorial

Resumo: O território é formado/produzido em determinado momento histórico e em determinada porção do espaço geográfico. Essa produção ocorre por classes/grupos sociais/sujeitos em relações entre si e com a natureza tornada espaço (a primeira ou a segunda natureza). Mais do que um espaço de governança, o espaço de administração de um Estado-nação, dos estados e dos municípios; mais do que área para aplicação de políticas públicas, o território desdobra-se em distintas escalas e apresenta diferentes dimensões. Por isso, considera-se que o território é multiescalar (Estado, municípios, propriedades, territórios móveis que são os sujeitos sociais) e multidimensional (abrange a política, a cultura, a economia e a natureza). [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Outubro de 2014

ARTIGO I
Autor:
Jones Dari Goettert

Título: Colonos, migrantes e indígenas: "fragmentos" para multiplicidades

Resumo: Otexto apresenta um ensejo simples: partindo de fragmentos recolhidos em observações, anotações e produções (orais e imagéticas) de campo, apresentar outras possibilidades de compreensão de vidas colonas, migrantes e indígenas. A opção pelos fragmentos é justificada pela condição que oferece de exposição destituída – pelo menos parcialmente – de apriorismos, podendo trazer à tona o inesperado e o inusitado, ou seja, conexões ainda não estabelecidas. À escolha por fragmentos segue uma narrativa também incomum, privilegiando mais “aberturas” que “fechamentos”: reafirmar menos o que são colonos, migrantes e indígenas, rasurando as marcações identitárias tradicionais e construindo olhares para a multiplicidade. Fragmentos, como pedaços, estão sempre à deriva, possibilitando uma condição nada fixa, pois passível de reajeitar-se a cada novo movimento. Nesse sentido, é-nos impossível explicar os fragmentos (nem agora, nem no meio e nem depois), uma vez que redundaria em uma contradição em si deste texto; o que propomos, metodologicamente, é justamente o contrário, que, a partir de um certo “caos”, outras e novas leituras (análises?) emerjam, pensando colonos, migrantes e indígenas por aberturas múltiplas (multiplicidades) e não por fechamentos idênticos (identidades). [leia mais]

 

ARTIGO II
Autor:
Estevan Bartoli

Título: Territórios e territorialidades urbano-ribeirinhas em Parintins (AM)

Resumo: Objetivamos no presente texto levantar questões para análise das manifestações de variados embates e territorialidades no espaço intra-urbano de uma cidade ribeirinha, tomando os estudos realizados na cidade e Parintins (AM) como ilustrativos na constatação de novas territorialidades, partindo da análise de formas de produção do espaço urbano (ocupações irregulares) e as territorialidades que os grupos reconstroem, onde as práticas espaço temporais, consideradas como mobilizações coletivas, estabelecem redes colaborativas e espaciais para suas manutenções, tendo no espaço geográfico aspectos recursivos ligados a elementos da cultura ribeirinha sendo reproduzidos diferencialmente no espaço urbano. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Setembro de 2014

Autor: Valmir José de Oliveira Valério

Título: A soberania alimentar e o uso dos territórios: paradigmas alimentares em questão

Resumo: O debate sobre a questão da produção e distribuição alimentar enseja pensarmos quais os sujeitos e territórios responsáveis pela consolidação de diferentes paradigmas alimentares, assim como quais os beneficiários da atual conformação sócio-territorial de produção e distribuição de alimentos. Submetidos ao deslocamento no espaço, os alimentos assumem distintos significados, o que pode ser analisado de diferentes maneiras de acordo com o estilo de pensamento ou paradigma adotado. Desta forma, utilizamos o termo paradigmas alimentares para caracterizar diferentes propostas de produção e abastecimento alimentar, passíveis de serem analisadas a partir dos conceitos de segurança e soberania alimentar, adotados por diferentes paradigmas que compõe o debate paradigmático. [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Agosto de 2014

Autor: Guilherme Marini Perpétua

Título: Territórios e territorialidades em conflito: apontamentos para uma conceitualização centrada no trabalho e no espaço rural

Resumo: Este artigo tem por objetivo apresentar elementos para uma conceitualização de território e de territorialidade que tenha como foco a relação contraditória entre capital e trabalho, esteio estruturante do edifício social do capital. Para tanto, o artigo analisa também o debate paradigmático derivado dessa contradição e replicado no plano do pensamento e, por fim, aponta em que medida a dimensão territorial da realidade pode ser uma dimensão privilegiada do desvendamento dos antagonismos e contradições sociais.[leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Julho de 2014

Autor: Lorena Izá Pereira

Título: Desenvolvimento territorial e políticas públicas no rural brasileiro: debate paradigmático entre agronegócio e campesinato

Resumo: Este artigo é fruto de um trabalho inicialmente publicado no VI Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais, realizado no município de Araraquara em maio de 20141. O principal objetivo deste artigo é realizar uma leitura paradigmática do desenvolvimento territorial rural no Brasil. Para o alcance de tal objetivo debateremos os conceitos de território, conflitualidade, disputa territorial, campesinato e agronegócio. Para a leitura partimos de dois paradigmas fundamentais, pois esses constroem leituras distintas sobre o desenvolvimento territorial no campo: o Paradigma do Capitalismo Agrário (PCA) e o Paradigma da Questão Agrária (PQA). [leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Junho de 2014

Autor: Fábio Luiz Zeneratti

Título: O debate paradigmático na Geografia Agrária: divergência e convergências na abordagem territorial

Resumo: Neste ensaio propomos uma reflexão sobre a categoria território em suas múltiplas dimensões e escalas, para tanto, o debate em torno da conflitualidade é inerente a este debate e será a partida e a chegada. No campo das disputas territoriais, o imaterial e o material serão conceitos aqui abordados, assim como o de Tipologia de Territórios. As contribuições empíricas aqui apresentadas fazem parte da nossa vivência cotidiana e de diversos trabalhos de campo realizados no estado do Paraná desde o ano de 2010, atuando na tentativa de compreender a territorialização do cooperativismo camponês e do cooperativismo capitalista no estado, sobretudo como fruto de projetos distintos e disputas de classes, que evidentemente produzem territórios diversos.[leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Maio de 2014

Autor: Rafael Rossi

Título: A despolitização da ação do pensamento derrotista

Resumo: O presente texto é instrumento pelo qual problematizamos as afirmações e a invertida linha de argumentação desenvolvida pelo sociólogo Zander Navarro em seu texto: “A derrota, na ação e no pensamento” publicado no jornal O Estado de São Paulo – Estadão no último dia 23 de março de 2014. Navarro inicia seu escrito questionando o que é ser camponês e expondo em breves considerações a suposta incompatibilidade deste conceito perante “um mundo comandado pela vida urbana”. Se há algo que merece ser considerado relevante no texto deste autor é a maneira pela qual ele desenvolve sua estrutura argumentativa, direcionando o leitor, pouco a pouco, a ser convencido pela sua postura que embora seja científica, está imbuída de uma forte defesa da ideologia das classes dominantes.[leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Abril de 2014

Autor: Lorena Izá Pereira

Título: Estrangeirização de terras no Brasil: uma visão através da geopolítica da questão agrária

Resumo: Este artigo é resultado do relatório final de iniciação científica apresentado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), intitulado “Estrangeirização de terras: conceitos, agronegócio e a atuação do Estado - relação Brasil e Moçambique”. Durante a iniciação cientifica foram desenvolvidas pesquisas que abordaram o processo de estrangeirização de terra no Brasil e em Moçambique, partindo do conceito de estrangeirização, como esta ocorre em ambos os países e as estratégias governamentais para regulamentar a aquisição de terras por estrangeiros, relacionando com a Geopolítica da Questão Agrária. Também abordamos a relação entre Brasil e Moçambique, neste caso as relações comerciais e econômicas. Destacamos que Moçambique apresenta características distintas e peculiaridades quando comparado à realidade brasileira. Uma particularidade é o fato de que em Moçambique a terra é propriedade estatal, o que significa que é propriedade do Estado, é pública. Deste modo, a terra que os estrangeiros realizam os seus investimentos é concedida pelo próprio governo de Moçambique em forma de Direito de Uso e Aproveitamento da Terra (DUAT).[leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Março de 2014

Autor: Raquel Carvalho de Arruda

Título: Relações cidade-campo: da oposição entre a cidade e o campo aos territórios da cidadania

Resumo: As relações cidade-campo sempre ocuparam a pauta acadêmica, porém não de maneira linear e consensual. A centralidade desse tema ganhou força nas décadas de 1980 e 1990. Nelas, o processo de redemocratização do país, o desenvolvimento da comunicação e dos transportes, bem como a intensificação do agronegócio, entre outros, incrementaram as relações cidade-campo. Dessa maneira, ampliou-se a diversificação do tipo de atividades realizadas no campo até então restritas ao agrícola.[leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Fevereiro de 2014

Autor: Miescelau Kudavicz e Rosemeira de Almeida

Título: Em tempo de "privatização" da reforma agrária, a nececessária práxis do bem comum

Resumo: Este texto é fruto de reflexões propiciadas pelas pesquisas realizadas nos campos sul-mato-grossenses junto às famílias assentadas no Estado de Mato Grosso do Sul – em especial na última década, bem como dos debates no Grupo de Estudos Terra Território (GETT-UFMS). O contexto das questões que vamos tratar tem como postulado a compreensão de que, apesar de serem várias as causas dos descaminhos da Reforma Agrária no MS, a falta de vontade política em executar as ações previstas na Constituição Brasileira, entendida como uma prática de negação do papel social e econômico da Reforma Agrária.[leia mais]

 

ARTIGO DO MÊS - Janeiro de 2014

Autor: Juscelino Eudâmidas Bezerra

Título: Diacronias da violência no Baixo Jaguaribe (CE): marcas históricas e geográficas

Resumo: Em paralelo ao processo de desenvolvimento do agronegócio frutícola no Baixo Jaguaribe, os conflitos pululam ao sabor de qualquer observação, incorporando definitivamente a cultura do medo e da impunidade. A escalada da violência acomete as regiões de expansão do agronegócio como parte da sua própria lógica. Por isso, a necessidade de entendermos brevemente a gênese da violência na região em apreço.[leia mais]

 

 

 

 

 

 

 



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