Inscrições de trabalhos prorrogadas até 19/01/2020 !!!

Congresso

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CENTRO DE ESTUDOS EM LEITURA E LITERATURA INFANTIL E JUVENIL

"MARIA BETTY COELHO SILVA"

O CELLIJ, da Faculdade de Ciência e Tecnologia – UNESP Presidente Prudente – foi criado em 1995 com o objetivo principal de formar leitores a partir do texto literário. Também tem como meta proporcionar um diálogo direto com professores, jovens alunos, instâncias governamentais responsáveis pela implementação de políticas públicas no campo da Educação, bem como com discentes do curso de Pedagogia, seus docentes e com integrantes do Programa de Pós-Graduação em Educação. O Centro, que atende crianças e jovens da Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental, conta em sua história. Com vários projetos financiados, nacional e internacionalmente. Vale ressaltar, ainda, que o , CELLIJ atua com políticas públicas de leitura, pesquisa e comparando índices de desempenho de estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

SOBRE O EVENTO

DESCUBRA MAIS SOBRE O EVENTO

A literatura infantil e juvenil vem passando por transformações de várias ordens nos últimos anos. Muitas delas estão relacionadas com as novas configurações da sociedade e culturais que emergem no cenário contemporâneo, frequentemente matizado a partir de conceitos como sociedade pós-moderna, sociedade da informação, resistência, modernismo tardio, entre outros. Dentro desse cenário heterogêneo e marcado por uma grande liberdade de criação, as obras mais recentes trazem inovações tanto no que diz respeito à sua forma desse cenário heterogêneo e marcado por uma grande liberdade de criação, as obras mais recentes trazem inovações tanto no que diz respeito à sua forma quanto às temáticas e às questões abordadas. Diante desse contexto, o Congresso do CELLIJ de 2020, em sua programação, dialoga com o tradicional e com o novo, em meio a uma crise instaurada, seja na censura ou no cancelamento de políticas públicas de leitura. Nesse cenário, o Congresso pensa, principalmente na capacidade de autores, editoras e ilustradores de reinventar a partir desse contexto político e cultural.

AUTOR HOMENAGEADO

Ricardo Azevedo
  O CELLIJ ganhou a arte do Congresso de 2020 de um grande amigo, Ricardo Azevedo. Devido à parceria estabelecida desde 2001, ele foi escolhido para estrelar em um momento de homenagem no Congresso : um jantar musical bastante especial com a presença desse importante amigo. Os congressistas são nossos convidados para aderirem a essa homenagem única.
  Ricardo Azevedo é um importante escritor, ilustrador, compositor e pesquisador paulista que há anos figura no cenário brasileiro como um dos representantes de um estilo literário que rompe com a pedagogização dos textos e evidencia a relavancia de crianças e jovens terem uma experiência estética com textos literários. Além de suas obras de ficção, o autor, inspirado por seu ídolo Câmara Cascudo, desenvolve um trabalho de excelência em pesquisar e publicar trabalhos sobre temas como discurso popular, literatura e poesia, problemas do uso da literatura na escola, cultura popular, música popular brasileira e questões relativas à ilustração de livros.
  Devido à qualidade de suas obras, o autor recebeu várias homenagens como o prêmio Jabuti, com os livros Alguma coisa (FTD), Maria Gomes (Scipione), Dezenove poemas desengonçados (Ática), A outra enciclopédia canina (Companhia das Letrinhas), Fragosas brenhas do mataréu (Ática), entre outros como o APCA.
  Pela qualidade do conjunto da obra, Ricardo é reconhecido ao redor do mundo e já tem livros publicados em outros países como Alemanha, Portugal, México, França e Holanda assim como textos em coletâneas publicados na Costa Rica.
  A parceria do Centro de Estudos em Leitura e Literatura Infantil e Juvenil (CELLIJ) com o autor é bastante antiga. Ele esteve presente em vários cursos de especialização realizados na UNESP e também participou duas vezes do Congresso Internacional, além de ter ofertado oficinas para os bolsistas do CELLIJ. Dessa maneira, em 2020 o Congresso fará uma homenagem a ele - pela relevância de toda a sua obra e pela contribuição na formação de leitores literários, bem como na nossa formação de pesquisadores.

PROGRAMAÇÃO

MANHÃ TARDE NOITE
20 de abril (Segunda-feira) Credenciamento
Abertura
Conferência de Abertura
Palestra de abertura : A literatura infantil e juvenil no quadro de uma nova educação em literatura com Cristina Cañamares Torrijos (Espanha)
Mesa Redonda 1: "Leitura de colo: livros, materialidades e gestos de ler"
Kenia Adriana Aquino Modesto Silva (UFG - Jataí),
Daniela Padilha (Literatura de colo - Editora Jujuba),
Stella Barbieri (Escritora).

Mesa Redonda 2: "Leitura na escola: os jovens, os contos e as poesias"
Thiago Valente (UENP)
José Roberto Torero (Escritor)
Marco Haurélio (Escritor e Cordelista)
Jantar em Homenagem a Ricardo Azevedo (por adesão)
21 de abril (Terça-feira) Apresentações de trabalho
Apresentações de pôster
Apresentações de trabalho
Apresentações de pôster
Local a confirmar
Lançamento de livros
Coquetel
22 de abril (Quarta-feira) Mesa Redonda 3: "Leitura literária: direitos, palavras e imagens"
Renato Moriconi (Escritor e ilustrador)
Elianeth Hernades (UNESP)
Aline Abreu (Escritora e ilustradora)
Conferência de Encerramento
Literatura infantil e Juvenil e a mediação da família com Lúcia Barros (Portugal)
Entrega do I Prêmio CELLIJ de literatura
Palavras poéticas - entrevista cultural com Ricardo Azevedo e Show de encerramento

PALESTRAS

A literatura infantil e juvenil no quadro de uma nova educação em literatura
Ministrado por : Cristina Cañamares Torrijos
  O principal objetivo do ensino de literatura deve ser a aquisição de competência literária, ainda mais em um contexto como o atual, em que prevalece a educação em competências.
  A nova concepção do ensino de literatura substitui as abordagens meramente historicistas por novas estratégias de ensino nas quais a experiência pessoal de leitura se torna a pedra angular do processo de ensino-aprendizagem. Como mediadores de leitura, devemos defender a atratividade e o prazer de ler a obra literária em si, aceitando interpretações pessoais, decorrentes de estratégias de aproximação, compreensão e interação com o texto. Além disso, devemos conscientizar sobre os valores formativos da leitura literária e, ao mesmo tempo, trabalhar na leitura e na escrita significativa (Cerrillo, 2007: 18-19). No processo de formação do leitor, devemos garantir uma seleção adequada dos textos em que a LIJ pode (e deve) - em parte, por sua conexão com o folclore e o popular - introduzir as crianças à compreensão e ao prazer de aprende os textos literários. De todo modo:
  Quizá el método inmediato y urgente que debe ser rescatado para la enseñanza de la literatura sea el de la lectura: aprender a leer literariamente otra vez. Porque paradójicamente esa competencia se está perdiendo… (Villanueva, 1994: 12).
Mediação e estratégias de leitura na primeira infância
Ministrado por : Kenia Adriana de Aquino Modesto Silva
  As mediações que propiciam o aprendizado e o desenvolvimento da atitude leitora na primeira infância são aquelas que consideram os gestos embrionários da capacidade de ler e o uso de estratégias de leitura desde o berço. Isso significa que, além de se pensar sobre os aspectos espaço-temporal, objetal, modal e relacional de uma prática de leitura (GIROTTO; SOUZA, 2014), é interessante que pensemos sobre as estratégias que favorecem a compreensão em três perspectivas: antes, durante e depois da apresentação do texto (SOLÉ, 1998); aquelas que partem do conhecimento prévio infantil e buscam atualizá-lo (GIROTTO; SOUZA, 2010); e as que estimulam a interação entre crianças e mediadores (WHITEHURST, 2002).
  Desse modo, ao se considerar a mediação e as estratégias de leitura na primeira infância, acreditamos que seja possível colaborar na formação e atuação de professores da educação infantil e, consequentemente, em suas práticas pedagógicas com a leitura, promovendo, assim, a educação literária de bebês e crianças pequenas.
Literatura Juvenil Contemporânea: novas formas, velhos dilemas
Ministrado por : Thiago Alves Valente
  A produção literária para juventude, no Brasil, mantém-se ativa mesmo em períodos de recessão econômica. Sob novas roupagens e suportes, os textos identificados pelo termo "juvenil" buscam chegar tanto aos leitores em processo de escolarização, quanto àqueles fora do circuito escolar. Releituras e reescritas tornam-se procedimentos bastante requisitados pelo mercado editorial, que, por sua vez, tenta se equilibrar entre a garantia de venda de obras clássicas ou próximas do clássico (supostamente mais requeridas pelas escolas), sem deixar de ofertar livros compreendidos como diferenciados, seja em relação ao texto verbal, seja no que diz respeito ao projeto gráfico em geral.
  Nesta palestra, assim, propõe-se a discussão de algumas vertentes temáticas dessa produção, tendo em vista aspectos da história da literatura infantil e juvenil brasileira, bem como questionamentos sobre o perfil do público leitor a que se destina.
As Belas Adormecidas acordaram: uma breve fala sobre a recriação dos contos de fada.
Ministrado por : José Roberto Torero Fernandes Junior

  Os contos de fada sempre foram recontados, recriados. Mas, nas últimas décadas, o reconto cresceu tanto que se transformou praticamente num subgênero da literatura infantil. No catálogo da Feira de Bologna (o maior do mundo em termos de lit. inf.), por exemplo, há uma seção especial para o reconto.
  Na verdade, talvez o que chamamos de conto já seja reconto. Estas histórias de fadas e princesas são reinventadas por escritores e pelo povo continuamente, de modo que talvez seja impossível determinar sua forma original. Até os próprios irmãos Grimm fizeram mudanças nas narrativas que coletaram. João e Maria, por exemplo, na primeira versão (1812) eram levados para a floresta pela mãe e pelo pai. Já na versão de 1857, a responsável por eles serem largados na floresta foi uma pérfida madrasta.
     Recontar não é contar de novo, mas contar de um jeito novo. As circunstâncias vão modificando as histórias. Chapeuzinho Vermelho, nos tempos de antanho, já foi a responsável pela morte do Lobo Mau, colocando pedras em sua barriga e fazendo-o se afogar ao beber água no rio. Mas depois, quando a infância passa a ser considerada mais pura e inocente, ela deixa de ser tão vingativa.
     Sem perceber, eu e Marcus Aurelius Pimenta fizemos isso em nossos próprios recontos (nossa coleção Fábrica de Fábulas, toda de recontos, já tem nove títulos). Por exemplo, quando fomos recontar Rapunzel (Os Penteados de Rapunzel, Cia. Das Letrinhas, 2019), acabamos por suprimir a personagem do príncipe. Assim Rapunzel passou a ser totalmente responsável pela obtenção de sua liberdade.  
     Sem perceber, nossa versão foi contaminada pelo sentimento de independência feminina que tem crescido tanto desde meados do século XX.
     Ou seja, o reconto não só reconta uma história. Ele também conta um pouco do seu próprio tempo.

Cordel, contos e encantos.
Ministrado por : Marcus Haurélio Fernandes Farias

  Tendo por base a Literatura de Cordel, Marco Haurélio propõe uma viagem pelas tradições orais do Brasil: contos, lendas e mitos que comprovam a a grande diversidade das matrizes constituintes da nossa identidade reverberadas no folclore e na arte. De onde vêm as histórias contadas ao redor do fogo, coletadas por folcloristas e recontadas, muitas vezes, em cordel?

Fazedores de Livros Ilustrados
Ministrado por : Aline Abreu

Fazedores de livros são escritores. Escritores que pensam não só a palavra mas todo um projeto narrativo; não escrevem livros, fazem livros (CARRIÓN, 2011). E no manejo dos 3 códigos (palavra, imagem, design), que constituem o texto híbrido do livro ilustrado, fazedores de livros escrevem de modo orgânico, buscando, consciente ou inconscientemente, um fluxo de alternâncias de protagonismos desses códigos em favor da narrativa. Dessas relações entre os códigos que compem o texto híbrido resulta um espaço onde o leitor é convidado a desempenhar papel ativo em experiências de leitura com potencial para vivências estéticas.

Leitura Literária no Século XXI – Uma história sendo escrita...
Ministrado por : Elianeth Dias Kanthack Hernandes
  Na história humana não existe nenhum povo que não tenha feito uso das narrativas, sejam elas de cunho científico, cultural ou religioso, para explicar o mundo. A história da vida humana sempre precisou ser contada, até mesmo como uma tentativa de compreendê-la. Como explicar nossa identidade, senão através da nossa história?
  As narrativas povoam nosso quotidiano e precisamos delas para exercitar nossa capacidade de simbolização e de percepção plena do mundo. No entanto, é preciso evidenciar a existência na atualidade de narrativas que não têm nenhum poder transformador. Esses são relatos estereotipados, que são repetidos à exaustão e que não permitem a humanização propiciada pela leitura de textos literários. A leitura literária não é simples uma forma de entretenimento que nos torna alheios ao mundo real, pois ao escrever seu texto, o autor literário questiona a si mesmo e ao mundo ao seu redor. Escreve para revelar e não esconder as mazelas da sociedade. Com esta condição, a literatura, por sua forma, conteúdo e valor artístico tem a capacidade de comunicar e transformar muito mais que qualquer outro texto, permitindo ao leitor desvelar realidades sociais que podem estar sendo apresentadas como naturais.
  É preciso ressaltar aqui, que os encaminhamentos políticos de incentivo ao ensino de literatura no Brasil não têm sido coerentes com a relevância dessa área de conhecimento. Estudos apontam tanto para as deficiências na formação inicial e continuada de professores, como para a inexistência de condições para que o texto literário frequente as salas de aula de forma a oportunizar espaços de leitura em que o potencial do texto literário realmente se efetive. As ações políticas, efetivadas nas últimas décadas relativas à distribuição de livros não têm, por si só, favorecido a formação de leitores literários e, é primordial que as escolas não negligenciem seu papel no ensino de literatura, pois para muitos alunos este é o único espaço onde têm acesso ao livro literário.
  Assim, é indispensável que os cursos de licenciatura preparem os futuros professores para realizar um trabalho consistente com relação ao ensino do texto literário na Educação Básica.
Literatura do século XXI: um caminho para fazer da leitura um valor de família
Ministrado por : Lúcia Maria Barrosa
  Sabemos hoje que as aprendizagens não se encontram circunscritas ao espaço escola, tendo-se assistido, ao longo dos últimos anos, a uma crescente valorização das aprendizagens não formais e informais. Normativos e diretrizes governamentais de diferentes países, assentes sobretudo nos objetivos do desenvolvimento global, vêm apontando a diversificação de estratégias e de contextos de aprendizagem como caminho para o desenvolvimento. Este novo paradigma educacional oferece as condições ideais para o envolvimento de diferentes agentes educativos, entre os quais a família.
  Se a esta nova visão da educação associarmos o potencial da atual produção literária para a infância e juventude, cada vez mais pautada por critérios de elevada qualidade estética, e caracterizada por uma ampla diversidade temática, onde tradição e inovação se encontram em permanente diálogo, reunimos dois dos ingredientes necessários à educação literária na família.
  Com efeito, vimos assistindo em vários países a uma crescente aposta em programas de promoção da leitura, nomeadamente Planos de Leitura (de que são exemplo Brasil, Portugal e Espanha), o que revela que as questões da leitura e da literacia passaram a integrar as preocupações governamentais. Todavia, tais iniciativas apenas poderão ser bem-sucedidas se forem diligenciados os meios necessários para que o livro chegue ao leitor e a experiência da leitura tenha efetivamente lugar. Referimo-nos à formação de mediadores de leitura.
  Neste sentido, à luz do novo paradigma educacional e tendo por base a literatura do século XXI, e as suas diferentes manifestações, assim como algumas experiências levadas a efeito em Portugal, propomo-nos refletir sobre a importância e os benefícios da leitura literária em família, tendo em vista a formação dos primeiros mediadores de leitura e a consequente construção de caminhos capazes de fazer da leitura um valor de família.

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